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Blogosfera que Pica
Faust Von Goethe 3 Ago 12
Uma recente notícia da cadeia Bloomberg, dá conta que os bancos centrais de todo o mundo encontram-se na vanguarda no que toca à recolha de (novos) dados estatísticos-relatados pelo motor de pesquisa Google-para posteriormente serem utilizados como [novos] indicadores económicos, com o objectivo de medir a procura por parte dos consumidores antes que as estatísticas oficiais sejam divulgadas.
O objectivo em causa prende-se com a uma implantação de respostas políticas mais eficientes, permitindo uma “maior clarividência que pode fazer toda a diferença entre a previsão uma desaceleração, de uma recessão, de uma recuperação ou até mesmo de uma inflação”, de acordo com as palavras de Erik Brynjolfsson -membro FED e do conselho académico e consultivo de Boston", argumentando ainda que "quando os bancos centrais analisaram os ditos dados tradicionais, eles estavam essencialmente a olhar pelo espelho retrovisor".
Erik Brynjolfsson defendeu ainda que “caso o FED tivesse tido acesso à-priori de informações relativas ao mercado de habitação, teria diagnosticado de forma mais célere sobre o que se estava a passar no mercado imobiliário e conhecido, mais rapidamente, a profundidade do problema" durante a recessão de 2007-2009.
A investigação de previsões económicas via contagens de pesquisa do Google - que totalizaram 119 bilhões em todo o mundo, no passado mês de Junho, de acordo com a empresa de pesquisa de Internet ComScore Inc. (SCOR) - surge assim como uma nova ferramenta filedigna de recolha de dados económicos. No entanto há quem defenda o contrário, como a professora Lucrezia Reichlin-antiga chefe de investigação do Banco Central Europeu e, agora, professora na London Business School.
Segundo ela, "usando o Google poderia ser interessante, mas neste momento as previsões deste relativas a variáveis macroeconômicas não são fiáveis”, rematando com a seguinte frase:
O Google é sensual e algo pode vir dele, mas é necessária uma maior investigação.
Adenda: O Google disponibiliza os nossos dados de pesquisas web três dias após as realizarmos.
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