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O Ouriço

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Nada

John Wolf 8 Set 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nada. Mesmo nada. Nenhum indício de um esquema maior. Um New Deal Português. Uma visão estratégica que seja o contrapeso da austeridade auto-imposta. Sim, auto-infligida porque não foram dias nem meses Senhor. Foram séculos de esbanjamento e ostentação. Os Descobrimentos? Brilhante do ponto de vista do volksgeist, da capacidade de destronar as ondas e descobrir o têmpero dos deuses, mas intensamente destruidor do embrião da indústria. A capacidade de gerar riqueza localmente de acordo com os ciclos económicos normais. Em vez disso, e de um modo precoce, houve o louvar do atalho económico, o culto do encurtar do caminho para o enriquecimento. Fácil. Pois. E depois registamos a intensa falta dos ideais de Iluminismo, as grandes correntes filosóficas que agitam os conformismos. A Revolução Industrial? Não chegou em força e no tempo da sua expressão. A destruição resultante da II Grande Guerra? Poupou o povo mas também não significou a ajuda de um plano Marshall. Novamente os dinheiros fáceis da Comunidade Económica Europeia e uma segunda dose com a União Europeia. Nada. Muito pouco mesmo à luz do percurso histórico. Onde se encontram os verdadeiros estadistas, capazes de congeminar a grande visão de um país? A percepção do país pelos próprios. A inclinação ética para pensar os desígnios que transcendem um ciclo eleitoral. Por esta e outras razões o (s) Governo(s) da República não está(ão) a conceder a resposta adequada. Se a austeridade parece ter assumido a residência quase permanente no território nacional, de que forma se superam as adversidades? Procurando nas profundezas a razão de ser de uma nação. Em inglês existe uma expressão adequada para o efeito: soul searching. É isso que faz falta neste momento de grande tumulto económico e social.

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8 comentários

De P a 11.09.2012 às 08:01

Há uns anos vi na TV um historiador, que não sei quem era nem se falava verdade, dizer que, cinquenta anos após o descobrimento do caminho das Índias o lucro daquele comércio se destinava a pagar juros sobre empréstimos para a importação de bens de luxo. Como disse, não sei se verdade se não mas, lá que os portugueses dão grande importância à aparência é muito verdade. Na TV também vi o editor de economia da RTP, a propósito da viagem em 2ª classe de P.P. Coelho, afirmar que, ele editor, queria que o 1º ministro do seu país ficasse nos melhores hotéis nas viagens ao estrangeiro. Isto porque segundo ele assim o exigia a DIGNIDADE das funções do Estado. Será que seria notícia jocosa na imprensa estrangeira se os altos dignitários portugueses em viagem ficassem em hotéis abaixo de 5 estrelas ? A ele editor caía a família na lama? A dignidade só é possível no luxo e abaixo disso tudo é indignidade ?

De John Wolf a 11.09.2012 às 16:50

Muito obrigado P! Cordialmente, J

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