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Blogosfera que Pica
Artur de Oliveira 21 Fev 12
John Wolf 17 Fev 12
Não estão a perceber nada. Quando o novo cardeal Manuel Monteiro de Castro afirmou que a mulher deve ficar em casa, estava a referir-se à Angela Merkel.
Artur de Oliveira 16 Fev 12
"Merkel está a destruir a Europa, concretamente a democracia na Europa, mas também a coesão social..."
Oskar Lafontaine, Ex-Ministro das Finanças Alemão aqui
Jack Soifer 16 Fev 12
Não tenho nenhuma bola de cristal. Apenas leio nas entrelinhas, aprendi algo de estatística e econometria e tenho amigos gregos. Haverá um golpe na Grécia.Não só os jornais alemães, mas também os economistas que são os “five wise-men” para assuntos económicos, liderados por Peter Bofinger, segundo recentes declarações, já disseram que a Frau Merkel não tem a coragem para tentar convencer os eleitores de que os Eurobonds são uma solução para a atual crise do Euro.
O Governo divulgou que o PIB caiu 1,5%. Eu tinha previsto uma queda de 3% e ficou pelos 2,7%. Onde está a disparidade? Nas estatísticas imprecisas do INE e numa contabilidade pública que difere da UE.
Quando um fornecedor entrega mercadorias á consignação, ele emite apenas uma guia. Mas a Bertrand, SONAE, etc, por exemplo, podem registar como stock e até como um ativo. Isto demonstra um aumento no PIB, apesar de o produtor não receber pela mercadoria e, assim, não poder pagar aos seus fornecedores nem aos seus colaboradores. Este truque dá a impressão que o PIB é maior do que é na realidade.
É bom para as grandes empresas, que podem dar a impressão ao banco que têm maior liquidez ou solidez, sendo também bom para os teóricos do Ministério das Finanças, que podem mostrar um PIB melhor e assim um potencial de receitas mais elevado do que o real. Já a contabilidade das PME´s mostra falta de liquidez e de solidez e impede-as de obter mais empréstimos.
Artur de Oliveira 6 Fev 12
Sobre os aumentos do preço dos transportes e as suas consequências para a sociedade civil, as greves constantes, a incompetência dos gestores públicos escolhidos pela cor política e não por mérito, a austeridade excessiva e a inoperância da governação e do regime, lêr aqui
Jack Soifer 5 Fev 12
Aos Domingos invisto algumas horas a ler sobre a União Europeia real, no Frankfurter Allgemeine, Welt am Sonntag e/ou Sued-deutsch Zeitung; é muito diferente do que se lê por cá.Quando publico nas colunas de terça-feira no OJE e de quinta-feira na VisãoOnline Altavisa o que vai ocorrer e depois se concretiza, alguns conhecidos meus perguntam-me se eu tenho uma bola de cristal.
Repito a conhecida frase de Sócrates, o sábio grego (não o auto-exilado em França)"Sei que nada sei", mas acrescento "mas penso que sei quem sabe". Hoje é fácil investigar pela Internet e ler publicações sérias, comparar e tirar conclusões.
Li, por exemplo, que a Sra.Merkel está desesperada a caçar votos para as eleições. A oposição conta com 53% de votos e que mesmo que o FDP não alinhe, ganhará ainda assim. Daí ela estar a pressionar a UE para assinar o proposto tratado supra-constitucional.
Quem conhece os políticos e a constituição da Finlândia, por exemplo, sabe que mesmo que o Primeiro Ministro assine e que o parlamento o aprove, qualquer pessoa pode solicitar a impugnação e a não publicação do tratado e qualquer juiz será obrigado a proceder em conformidade.
Li ainda que a Schaffermahl, um jantar que se estende por cinco horas com os mais importantes decisores da justiça e da economia do Norte da Alemanha, em Bremen, um clube muito fechado, está a exigir mudanças radicais. É tão poderoso este grupo, que o único no Wikipedia dos que lá mandam é Stephan Andreas Kaulvers. Dos outros, sabe-se por amigos, que dominam o Platendeutsch, exigido na complexa cerimónia de beber um schnaps em colher de prata, para selar uma amizade.
Impressiona-me que os jornais portugueses misturem economia e finanças, em alemão Wirtschaft e Finanzen, com páginas e até cadernos separados, como “Dinheiro” ou Geld em alemão. A imprensa portuguesa ataca o défice, que é o efeito e não a causa da crise. Aqui valoriza-se o que se diz em Frankfurt, devido ao poder do Deutsche Bank e do BCE. Mas é em Colónia, Stuttgart, Bremen e Munique onde as decisões são tomadas, nas lojas, herdades de caça e herdades vinícolas. São as relações pactuadas durante o pós-guerra que realmente contam e Angela Merkel não esteve lá.
Conclusões:
1.Merkel tudo fará para obter a a assinatura dos chefes de Estado da UE no tratado, mesmo que ele não seja posto em função, para "mostrar" algo aos eleitores. E se for reeleita, dirá que há povos que não são de confiança.
2. A Chanceler alemã já conta que a Finlândia, Dinamarca, Áustria, Hungria, República Checa e Irlanda, provavelmente não poderão transpor o tratado para a sua constituição, sem duas votações em anos separados, nos seus parlamentos. Pois nenhum Primeiro Ministro tem coragem de fazer o referendo.
3. Há um movimento forte para a Alemanha sair do Euro, para evitar que a desvalorização afete a sua economia.
4. Quando António Borges deixou o FMI, escrevi que ele viria a comandar o governo de Portugal. Aí está!
Artur de Oliveira 26 Jan 12
Angela Merkl disse recentemente que "Austeridade não chega é preciso crescer". Vamos lá vêr se nos entendemos: quanto mais austeridade, menos poder de compra, o que gera menos lucro para as empresas, o que dá origem a mais desemprego e menos poder de compra e por aí em diante, resultando em pobreza crescente. Então como é que a Chanceler alemã pode dizer que é preciso fazer mais pelo emprego e saúde das contas públicas, se a austeridade impede o crescimento e atrasa também a prazo o pagamento das dívidas soberanas acompanhadas de juros astronómicos? Como vamos pagar a dívida? Com mais dívida? Com mais juros ainda? Se até os maiores experts em economia e o próprio FMI sabem que a austeridade não resulta, como é que se pode levar a sério esta senhora que se contradiz de maneira tão estapafúrdia sem sequer ter a mínima noção disso?
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