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O Ouriço

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Só um modelo

Jack Soifer 29 Jan 13






 

 

 

 

 



SÓ UM NOVO MODELO ECONÓMICO poderá tirar-nos desta recessão. A maioria dos cidadãos não aceitará pagar pelo que uns poucos lucraram e retiraram do país. Não haverá revolta popular, como em outros países da UE, nem golpe militar. Mas a qualidade no atendimento e as greves irão causar o caos, que manterá os juros das dívidas no exterior em patamares inaceitáveis. O pior: a criminalidade e a economia paralela vão aumentar. Este ministro das finanças terá a coragem de enfrentar os que mais retiram para paraísos fiscais ou põem lá fora os milhões aqui ganhos? Um monetarista preocupa-se sobretudo com a imagem de ‘bom pagador’: e a real democracia ou o desenvolvimento do seu país?


Cabe a Portugal salvar o Euro? Como em muitos papers económicos publicados nos EUA (Stiglitz), Brasil (Francisco Lopes, ex-presidente do Banco Central), Holanda e até por cá (já em 11.11.04),a banca financiou o consumo, que oferece melhor spread, do que o investimento produtivo das PMEs exportadoras. É habitual, mas não o ideal. Entre os países Europeus que tiveram melhores resultados desde a crise estão a Noruega, Suécia, Suíça, Polónia; nenhum deles tem o Euro.O Euro só usado por alguns grandes da U E não tem futuro se não houver um governo económico central, o que é pouco provável. Lê-se no Suddeutsch Zeitung e no Frankfurter Allgemeine que,se Grécia e Portugal não saírem, deve a Alemanha sair do Euro.

 

Os políticos pouco podem fazer pois são, pelo menos em parte, cativos do sistema. Quem manda na maioria dos países Sul-europeus não são os ministros que lá estão. A UE deixa muito a desejar. Uns poucos pequenos países, como Holanda, Dinamarca e Finlândia ainda afirmam algo da sua independência e rejeitam algumas directivas. A Itália atrasa as transposições em décadas. E nós?

 

Muitos dos nossos políticos almejam ir para Bruxelas quando não mais os aceitarem por cá. Fique atento onde irá Sócrates nos próximos anos. O Tratado de Lisboa foi pior alternativa à Constituição Europeia, que os povos rejeitaram. Pergunte a banca se era melhor antes ou depois do Euro. Pergunte depois aos pensionistas e aos desempregados com mais de 40 anos. A questão agora é: Qual reacção vamos ter por cá? Só palavras? Ou algum dia teremos a coragem de voltar para as ruas, como no 15 de Setembro do ano passado? Ou extravasar a insatisfação com os conflitos na entrada do futebol?

 

Precisamos de novos sistemas, nunca elaborados por políticos profissionais ou advogados, mas pela sociedade civil, pelos cidadãos. Lembre que os 51% do partido que ganhou as legislativas, o ABN. Abstenção-Branco-Nulo. não estão na AR!!!

 

 

 

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O Reino da Sociedade Civil IV

Artur de Oliveira 22 Jan 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O mundo ocidental está infectado com o vírus do neoliberalismo, teoria que como é obvio nos trouxe os dissabores e problemas que enfrentamos (não todos mas muitos deles, certamente). E apesar da cegueira conveniente, até a troika reconhece hoje que sem produção, sem que o país cresça, não pode haver prosperidade económica, consumo e receita. Mas é ainda preciso que tal lapalissada fique clara para todos… e a UE parece mais neoliberal que o FMI.

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O Reino da Sociedade Civil III

Artur de Oliveira 21 Jan 13

 

Acredito que um rei pode sair mais barato ao povo português do que qualquer presidente que possamos vir a ter; acredito que a sua isenção e imparcialidade podem ser essenciais para a boa governação da res publica; acredito que o peso histórico da sua origem é ligação directa à raiz, à génese do ser português. E para um rei regressar ao poder, em Portugal, precisamos de pensar e agir em conjunto, como povo e como nação, contra os lobbys e interesses instalados das oligarquias internas e externas que subjugaram o nosso país. Esta aliança entre a Coroa e o povo não é recente. Era assim em Portugal antes de 1910. E é este, a meu ver, o caminho para se tentar dar um rumo alternativo a Portugal, que o ponha a salvo de novas tormentas.

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Economia e finanças

Jack Soifer 15 Jan 13













Nos debates políticos, fala-se das finanças, mas a grande crise é a estrutural. Falam de reestruturar como se isto fosse pagar só parte da dívida. Mas existe há muito a prática, usada na Argentina, da moratória. Após um curto caos, ao mudar do modelo monetarista para o desenvolvimentista e substituir a especulação por investimentos, cresce entável. Trata-se de renegociar os juros e o prazo a partir da economia real para garantir que o país não entra na bancarrota por cálculos apenas financeiros e não económicos.


Com um crescimento mínimo em torno de 1%, para evitar o desemprego em massa, e mudanças na estrutura pública, com emagrecimento e rigor, como no Concelho de Vila Real de Stº António, um país sobrevive à recessão. Os juros pagos à banca privada passam a ser ditados pelo BCE e não pelos especuladores. O prazo é alongado e torna-se flexível, consoante o que a economia real permita. Assim, o credor tem o seu pagamento, ele é apenas postergado. E quem obtinha sobrelucros com a tolice dos políticos em emprestar mais do que pode, passa a receber os juros normais, não os especulativos.

 

Criar mais burocracia na UE com um governo económico é gastar mais. Basta uma directiva a tornar-se lei a curto prazo, a proibir os países e os concelhos a qualquer tipo de empréstimo. Mesmo os países pobres têm recursos - é preciso ajudá-los não com empréstimos, mas com tecnologia e facilidades para entrar nos mercados onde têm competitividade, mas onde os cartéis os travam.

Ao criar a CEE, o sonho era ter um mercado realmente livre. Não o temos. Falta uma estrutura big enough to cope, small enough to care.

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Crise artificial com consequências reais

Artur de Oliveira 14 Jan 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pergunto-me porque é que o BCE não pode emprestar diretamente aos países endividados em vez de ser obrigado a emprestar aos bancos, que por sua vez emprestam aos estados a juros altíssimos...

 

Porque é que os estados financiam os bancos em crise e em troca levam juros e prazos altíssimos bem como ingerência na própria política interna? Mais: Porque o BCE não pode emitir moeda?

 

Estamos perante um jogo viciado, uma crise que aparenta ser fabricada, artificial e contra natura e é caso para dizer: Quando os bancos não têm juízo, o povo é que paga...

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Desconfio quando uma instituição dominada por lobistas diz ser solidária. Os experts da Comissão Europeia não querem perder os seus privilégios e bons salários. Nem que os seus amigos tenham o salário reduzido ou a atual estrutura de poder questionada.

 

Eles lembram-se ou leram o que ocorreu nos EUA com o massacre aos jovens, durante a guerra do Vietname. E como esta revolta acabou por levar ao poder Kennedy que, assassinado, deu origem a um movimento que, pela primeira vez na história de uma democracia, obteve o impeachment de um Presidente, o Nixon.

 

Eles lembram que a rigidez da CCE e dos lóbis que não permitiam inovações técnicas nem sociais trouxe a Revolução Estudantil de 1968, em Paris. A atual situação social, política e económica aponta para que, ainda este ano ou em abril de 2013, os jovens desempregados iniciem uma revolta que focará na atual estrutura de privilégios de alguns bancos estrangeiros, e de algumas megaempresas.

 

Assim, Durão Barroso tirou um coelho da cartola e oferece umas migalhas para mitigar o desastre que assolou a UE e vai piorar em 2013. Ao criar um buffet com trabalhos provisórios e estágios para jovens, até as eleições na Alemanha, espera Barroso poder então ter um outro Chanceler, disposto a ouvir em vez de ordenar, como a Frau FerroStaal agora faz.

 

Não creio que os jovens de hoje deixar-se-ão iludir com as belas palavras do Herr Durão Raposo. Pois ao lado dos jovens encontra-se por toda a parte, não só nas ruas, o raciocínio dos maduros desempregados, dos reformados prejudicados, dos economistas de tanto alertar, já cansados.

 

Quando em mar/10 no Prós Contras alertei que já estávamos em recessão a caminho de uma depressão, que precisávamos sair do euro, chamaram-me de pessimista.

 

Quando antes do acordo do governo português com a Troika escrevi que precisávamos de uns 160MM€ e 8 anos para o reequilíbrio, fui chamado de extremista.

 

Agora até o The Economist deu-me razão. Quando em 2010 insisti no Euro-M, mediterrânico, temporário, uns 20% desfasado do Euro-N (Norte-Europeu), até Grécia, Itália, Espanha e Portugal recuperarem o equilíbrio orçamental e a competitividade, quase perdi dois amigos.

 

Hoje temos estes países a pagar 6 a 9% de juro pelos empréstimos que a Alemanha, França e Holanda pagam 0 a 1%. Não é o mesmo euro, não é a mesma UE? Na prática o nosso euro emprestado já se desvalorizou uns 8% e a situação piora!

 

Quando no início do ano escrevi que o ministro das finanças, Vítor Gaspar,  era otimista quanto a receita fiscal, chamaram-me de pessimista.Não só a equipa dele não considerou todos os fatores cíclicos, mas também esqueceu a economia paralela a crescer; e vai piorar. E um consultor experiente não pode dizer “o que foi que eu disse?”

 

Aprendi cedo: “Errar uma vez é humano, duas vezes é burrice, três é estupidez”. O novo erro da receita fiscal publicado esta semana é o terceiro!

 

Portugal não exportou mais em 2012, como dizem. Saíram 350M€ legalmente, o dobro ilegalmente, em ouro das famílias. É património dilapidado!

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Na época Clássica de Atenas os cidadãos estavam isentos do pagamento de impostos. Por outras palavras; não contribuíam para o erário público. Os Atenienses consideravam o pagamento de taxas ou impostos uma tirania, e procuravam eximir-se sempre que possível. Então, de onde provinham os meios para financiar a "res pública"? Das cidades conquistadas. Do pagamento oneroso dos súbditos subjugados à força, tornados reféns vitalícios. Curioso como a história se repete. Curiosa como a estória se inverte. Esse comportamento evasivo parece ter migrado para os dias de hoje, o nosso tempo; não tenham dúvidas, os Gregos praticaram sem pudor a evasão fiscal nas últimas décadas o que contribuiu para a sua ruína. E eis a ironia do destino. A Grécia é hoje um território conquistado pela Alemanha que a obriga a pagar a dízima -  a outra face da mesma moeda.

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Mario Monti tem razão

Jack Soifer 7 Ago 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já em 01/03/10 eu disse no PRÓS e CONTRAS da RTP que Portugal estava não só em crise, mas no início de uma depressão que em geral leva uns 8 anos para superar. Após a Grécia, como lá mencionei, teríamos revoltas populares na Itália, França e Espanha. Nas minhas colunas no OJE já em 14/12/10 e 17/01/12 e no livro COMO SAIR DA CRISE B eu descrevera alternativas para o Euro e para o modelo económico monetarista que o Banco Central Europeu nos tinha imposto.


Antes de Strauss-Kahn cair na cilada do hotel de NovaIorque já se falava no Euro a duas velocidades e no Euro-M, mediterrânico, para evitar a longa recessão que poderia levar a depressão ou a uma revolta nestes países. Pois o sonho de Monet e Schumann ao idealizar a CEE para tentar uma UE tinha como objetivo aumentar, não reduzir a concorrência. E a principal função do Estado na Economia seria controlar, não ser controlado, pelas grandes corporações, manter apenas as empresas estratégicas, mas garantir total concorrência em todos os setores económicos.


Já em 1975, quando trabalhava nos EUA, fui a uma reunião no prédio da então Time-Life para ouvir e aprender. Lá ouvi “garantir concorrência entre os nossos fornecedores, mas nós precisamos de uma estratégia comum”, o que na prática significa cartel. As leis anti-trust de Kennedy foram então destruídas por Bush pai e pelo neoliberalismo de M.Tatcher, fanática teórica do large-is-best.


Foi o que aconteceu também na UE. O Tratado de Roma foi inteiramente alterado em Maastricht e as práticas oligopolistas desde então permitidas trouxeram esta enorme dicotomia entre o Norte e o Sul da Europa, com claras vantagens para o Norte, às custas do Sul e da África.


Agora só há duas soluções equilibradas: O € a dois tempos ou acabar com o Euro, se não querem acabar com a actual UE, já que os poderosos que lucraram com os empréstimos aos mediterrânicos não aceitarão reduzir as dívidas. E o eleitor não aceitará pagar o que uns poucos lucraram à custa de muitos, para aplicar os € em paraísos fiscais. É o que Monti afirma. Mas não diz que a 3ª opção é dizimar a oposição popular com desinformação e controlo da Internet e de sms, já iniciada.

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O Estado da Troika VII: A Desregulação

Paulino Brilhante Santos 7 Ago 12

Desde muito, é certo, cedo que as sociedades humanas não puderam prescindir, nos seus processos de tomada de decisões, do concurso de peritos e especialistas dos mais variados setores. Tempos houve em que os principais assessores especializados ou “técnicos” dos políticos eram ou soldados ou juristas. Desde os finais do século XIX, passaram a ser administradores e, mais tarde, economistas. Nos últimos 30 anos, os “técnicos” que apoiam os políticos nas suas decisões, para além de serem predominantemente economistas, têm sido sobretudo recrutados entre os especialistas em finanças que têm ganho especial predominância e autoridade em todos os níveis da governação e da administração pública. A questão da legitimidade técnica é, porém, mais complexa do que aparenta ser à primeira vista, não dependendo em exclusivo da competência, da perícia, diligência e zelo, conhecimentos técnicos e científicos – no duvidoso caso de se poder admitir que a economia é deveras uma ciência- e de fatores associados ao desempenho profissional do perito e da organização para a qual trabalhe. Antes de mais, a legitimidade técnica tem de ser aferida pela utilidade social do papel desempenhado pelo técnico.

 

Não há, por exemplo extremo levado ao absurdo, legitimidade técnica que possa valer a um contabilista, um perito fiscal ou a um advogado dedicados à lavagem ou branqueamento de capitais derivados do narcotráfico para uma organizaçãomafiosa. No caso dos economistas e financeiros que têm “aconselhado” o Governo em nome da Troika, a sua legitimidade técnica é altamente questionável sempre e na medida em que as suas “receitas” têm induzido uma forte recessão em Portugal, acompanhada de um aumento de desemprego, uma forte redução dos rendimentos dos cidadãos mais desfavorecidos, de um ataque sistemático, impiedoso e sem precedentes ao que resta das nossas classes médias, a um aumento da inflação e dos preços dos serviços públicos essencias acompanhado pela erosão da sua quantidade disponível e qualidade, a uma redução das prestações sociais que tem conduzido e poderá continuar a conduzir a um aumento da pobreza extrema em Portugal, entre outros males económicos e graves chagas sociais.

 

Caso, como parece provável, toda esta devastação nem sequer venha a permitir o pagamento da dívida pública portuguesa, diríamos que a atuação da Troika poderá vir a ser julgada tão desastrosa para Portugal que a sua legitimidade técnica ficaria definitivamente comprometida. Recorde-se que um dos elementos da Troika –o FMI – tem sido o mais preocupado com o combate ao desemprego e com a busca de medidas favoráveis ao crescimento económico em Portugal. Isto resulta da grave perda de legitimidade técnica do FMI e do Banco Mundial nos seus “programas de estabilização financeira” em muitos países do mundo aos quais aplicaram duríssimas medidas de austeridade que arruinaram as economias desses países, os respetivos tecidos empresariais e sociais sem resultados visíveis quanto à redução das suas

necessidades estruturais de financiamento externo.

 

Os elementos da Troika que têm sido mais “neo-liberais” e monetaristas quanto à dureza das medidas de austeridade impostas a Portugal – o BCE e a Comissão Europeia- poderão em breve passar em Portugal por uma idêntica crise de legitimidade técnica. Ora, a tão celebrada – pela alta finança apenas- independência do BCE não lhe permite qualquer outra fonte de legitimidade senão a legitimidade técnica. Desde a criação da União Europeia que a legitimidade da Comissão Europeia tem assentado também quase exclusivamente na sua legitimidade técnica enquanto “Guardiã dos Tratados” e, nessa qualidade, garante da legalidade europeia e executora das políticas europeias sobretudo nos seus aspetos técnicos.

 

A Comissão Europeia em tempos possuía alguma aura de legitimidade política dada a sua reputação de defensora dos pequenos Estados Membros da União Europeia que encontravam na Comissão algum respaldo contra as tendências hegemónicas dos grandes Estados Membros, sobretudo da França e da Alemanha e, ocasionalmente, da Itália e do Reino Unido. Mas ultimamente, essa legitimidade política perdeu-se, dado que a Comissão Europeia tem sido vista como incapaz de travar, nos anos mais recentes, a política da Alemanha e da França de domínio da União Europeia nuna lógica de Diretório. O facto de, segundo o Tratado de Lisboa, o Presidente da Comissão Europeia ser agora co-designado pelo Parlamento Europeu tem acrescentado pouco ou mesmo nada à legitimidade política da Comissão Europeia dado o enorme alheamento dos cidadãos da Europa das eleições e das atividades do Parlamento Europeu.

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Próximo Resgate: Chipre

Artur de Oliveira 11 Jun 12

 

 

 

Parece que a seguir á Espanha, não vai ser a Itália(ainda) mas sim o Chipre...

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