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O Ouriço

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Sobre o Destino de Portugal e a Europa

Artur de Oliveira 7 Jun 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma frase bem profética de 1962 que serve com uma luva á conjuntura atual. Receio que os governantes da III República  não atinjam a mensagem, mas os cidadãos que estão a sofrer na pele os efeitos da austeridade, entenderão por certo... 

 

 

 

 

" Trágico seria que nós portugueses nos dividíssemos por causa do drama europeu. Já demasiadas vezes nos desentendemos e olhámos, desconfiados uns para os outros, porque outros povos europeus decidiram resolver pelas armas as suas divergências. O nosso dever maior é construir Portugal. Quando a « Europa » nos mostra o seu magnífico « prato de lentilhas » ( baixela de oiro, lentilhas bem adubadas ), só temos de perguntar se para receber essa maravilha temos de negar-nos a nós próprios. Tudo indica que sim. Ambas as tendências « europeias » fecham a Europa no seu casulo, e à vocação milenária respondem com um Não definitivo.
Nós, ao invés, não apenas « estamos », mas « somos » de Aquém e de Além-Mar. A Europa não é a nossa Pátria. E a Pátria Portuguesa é una e indivisível "

 

 

Henrique Barrilaro Ruas


« A Liberdade e o Rei »

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Governantes de Portugal, aprendam

Artur de Oliveira 30 Mai 12

Este é o exemplo de como governantes e deputados se deviam comportar e um Chefe de Estado independente melhoraria as coisas, aliás por isso mesmo é que na Suécia e nas democracias mais prósperas do Mundo, em que a Senhora Merkel e os Príncipes das Finanças não ousam sequer imiscuir-se, é que as coisas resultam melhor. Esta crise é feita por repúblicas encabeçadas por Chefes de Estado partidários e caros, logo manipulados pelas oligarquias... É preciso dizer mais? 

 

 

 

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O Estado da Troika I

Paulino Brilhante Santos 25 Mai 12

As Origens da Troika

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os portugueses encontram-se ainda num estado de apatia que o atual governo, muito convenientemente, confunde com um clima de paz social. E talvez nunca, esta III República tenha sido sujeita ao tipo de tensões sociais ou mesmo de graves conflitos sociais com aqueles que ainda se poderão vir a viver em Portugal na sequência das medidas de “austeridade” impostas pela Troika.

  

Os “neo-conservadores” e os ditos “neo-liberais” realizaram uma revolução na medida em que lograram uma transferência de poder sem precedentes da esfera económica para a esfera financeira.

 

Toda esta casta de empresários, banqueiros, novos magnatas da “indústria” financeira, executivos bancários, financeiros e dos mercados de capitais iriam rapidamente adquirir uma legitimidade própria na esfera económica enquanto “técnicos” de realizar recuperações de países endividados.

 

Acresce que a Comissão Europeia tem vindo a reforçar o caráter que sempre teve de uma instância tecnocrática dominada por economistas, financeiros e outros técnicos e especialistas que, depois de terem feito parte ativa do “Consenso de Washington” têm sempre perfilhado a cartilha económica mais “neo-liberal” possível em todos os domínios da sua atuação.

 

Caso a Comissão Europeia mantenha no Velho Continente a sua cultura tradicional de matriz anglo-saxónica em termos económicos por vezes mesmo ultra “neo-liberal”, é de prever a manutenção do seu atual divórcio dos cidadãos europeus cuja tradicão cultural é muito mais moldada por uma cultura social-democrata crente nas virtudes de um Estado Social Europeu. Pelas próprias palavras do líder da UGT condicionaram uma grande central sindical a capitular perante as suas exigências “técnicas” de “reformas estruturais” indispensáveis no “mercado laboral”, apoiadas pelas “ameaças do governo” de Portugal que, pelos vistos serve apenas para caucionar a legitimidade técnica da Troika.

 

O descrédito destes sucessivos governantes tem vindo a agravar-se devido às suas constantes quebras das promessas eleitorais já que os programas “neo-liberais” são demasiado agressivos para os interesses do Dividendo social

 

É, aliás, por esta razão que o líder partidário e os dirigentes que o apoiam não podem falhar; sendo que, contrariamente ao que se verificava nos primeiros tempos desta III República em que os líderes partidários ainda possuíam vida profissional para além da carreira política e em que o clientelismo, o compadrio e a corrupção não grassavam ainda tão escandalosamente pelos partidos do Grande Centrão, nos últimos 10 ou 15 anos, líder partidário que perca uma só eleição para o parlamento perde logo o lugar, exceção feita ao partido tradicionalmente de apoio que é o CDS-PP.

 

Caso fracasse o plano de resgate a Portugal devido a um agravamento da situação nos mercados financeiros internacionais, às hesitações e inépcias da União Europeia na resposta à presente crise das dívidas soberanas ou devido a um incontrolável “efeito de contágio” provocado pela situação da Grécia, a legitimidade técnica da Troika ficaria definitivamente comprometida.

 

 Portugal necessitaria de partidos políticos capazes e oferecer aos cidadãos verdadeiras alternativas políticas para a governação do País, claramente distintas e diferenciadas. Partidos que soubessem produzir pensamento estratégico sobre os grandes problemas nacionais e sobre a melhor forma de os solucionar e não apenas de organizar seminários para elaboração de programas eleitorais à pressa de 4 em 4 anos.

 

Portugal careceria de partidos verdadeiramente abertos à sociedade civil e não retoricamente abertos a “independentes” e a “recolha de contributos” apenas na lógica da caça ao voto nem que para isso os partidos aceitem licitar em feiras de vaidades pessoais como se tem visto nos últimos anos. Não menos importante, de partidos cuja organização e funcionamento internos fossem do século XXI, potenciando a colaboração de militantes e de não militantes, valorizando a participação de todos os cidadãos nas suas atividades, com “aparelhos” mínimos apenas de suporte administrativo e não mais de controlo e enquadramento político, com estruturas de financiamento claras e transparentes, com modelos de designação de candidatos a eleições abertos à participação de todos os cidadãos eleitores que demonstrassem ser simpatizantes que tivessem um mínimo de ligação e de colaboração com o partido e com um modelo ainda mais amplo e participado de eleição do candidato a líder do partido e candidato a primeiro-ministro (não necessariamente a mesma pessoa e até tendencialmente duas pessoas diferentes).

 

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Caros leitores, peço desculpas, mas hoje, ao contrário do habitual, usarei uma linguagem complexa.

 Num debate com o Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, no International  Club of Portugal, tive o privilégio de apresentar a recente previsão de um grupo independente e internacional, que também contabiliza a recessão na UE e nos EUA.

 

O pouco tempo que tive não permitiu relatar a metodologia usada, baseada em avançados modelos de qualidade na recolha dos dados, para evitar-se o conhecido “garbage in, garbage out”. Este método foi desenvolvido em Universidades Norteamericanas e aperfeiçoado em Estocolmo. Depois, o modelo matemático foi composto em Stanford. Continuamente revista, a fórmula conta os longos ciclos não apenas gerais, como as curvas de Kondrantieff, mas os específicos para setores-chave e matérias-primas. Considera ainda fatores não económicos, como os sociais e políticos. Usa, portanto, um modelo matemático com muitas células e medições ao longo de muitos anos, para melhor integrar os seus ciclos.

 

Uma das mais importantes e difíceis avaliações é a probabilidade das probabilidades, i.e, a coincidência de várias probabilidades assimétricas e não-lineares influenciarem a probabilidade natural de cada um dos fatores. E usa os early warning indicators de alguns produtos, como os aços especiais usados na fabricação de máquinas operatrizes. Ler mais detalhes metodológicos sff no capítulo 5 do livro PORTUGAL RURAL.

 

Para poder recolher dados do mundo real, visitei, ao longo de 2004 a 2008 umas 500 PMEs e entrevistei outros 480 empresários mais administradores de médias e grandes empresas, antes de escrever a série de livros COMO SAIR DA CRISE.

 

Graças à esta metodologia pude publicar já em 11/11/04, que esta crise viria. No início de 2005 alertei para a implosão da bolsa de Lisboa e no Prós e Contras de 01/03/10 alertei para a revolução na Grécia. Pouco depois sugeri que Portugal saísse do Euro. Então considerado algo totalmente impensável, é hoje tema de debate diário não só em Portugal.

 

PORTUGAL 2014, OS DADOS

 

Usando esta fórmula dinâmica e integrada temos:

 

1. 26% de desemprego, 32% no Algarve, 30% na Região do Porto, no total 1,3 a 1,4 milhões;

 

- consequência: brutal aumento dos custos sociais e da criminalidade, com destruição de património, empenho e civilidade.

 

2. Em 25 anos sucessivos governos reduziram a economia paralela de 55% para uns 30%; em 25 semanas poderá voltar aos 55%;

 

- consequência: forte queda da receita fiscal.

 

3. Entre 100 a 120 mil experientes técnicos e engenheiros lusos emigrarão por ano;

 

- consequência: menor desemprego de curto prazo, mas brutal queda na competitividade de muitos setores exportadores.

 

4. Previsões da NASA: devido às explosões solares, fortes secas e enchentes extremas em 2013;

 

- consequências na agricultura e no património também em 2014.

 

5. Instabilidade política e social na Grécia, Itália, Espanha e talvez França;

 

- consequência: desinvestimento em Portugal.

 

6. Devido ao massivo influxo da moeda Euro sem a equivalente nova produção de bens e serviços, teremos uma inflação crescente, sem crescimento real, a estagflação;

 

- consequência: retração nos investimentos produtivos.

 

7. Devido à má utilização dos fundos europeus nas recentes décadas e mais 12 países pobres na UE, eles exigirão mais recursos para si e menos para Portugal;

 

- Consequência:  QRENs  limitados em 2014.

 

SOLUÇÕES A IMPLANTAR ATÉ 30/06

 

Sabemos que as mudanças estruturais têm fortes resistências que atuam não só ao nível central. É preciso alterar práticas. E nem sempre é possível alterar atitudes. Best practice é o despedimento massivo das chefias do aparelho do estado, como ocorreu em vários países, como nos EUA e no Brasil, há uns 20 a 30 anos.

 

1. A melhor prática é, até 30/06, destituir não 20, mas 100mil funcionários públicos, mesmo tendo que continuar a pagar os seus salários. Pois eles fazem menos mal em casa do que nos efeitos da sua arrogância ou resistência às mudanças, se em serviço. Dê-lhes boa qualificação e um real micro-crédito para empreender ou então emigrar.

 

2. Instituir Observatórios Setoriais Informais, voluntários, onde cada ministro teria um grupo de representantes dos vários players, dos vários setores, da maioria dos distritos, apartidários. Como foi o Conselho de Desenvolvimento Económico-Social do Presidente Lula, que o aconselhou nos detalhes para melhor utilizar o potencial de cada região e permitiu o forte crescimento do Brasil nos últimos 6 anos.

 

3. Dar poder ao Tribunal de Contas para, como em outros países, travar a conta bancária das instituições públicas que não apresentem as suas contas de forma correta e atempada, que não de imediato corrijam irregularidades ou que não estejam a atingir os seus objetivos.

 

4. Avaliar as instituições públicas, por alguma universidade estrangeira idónea, sem cunhas. E assim eliminar por completo, como Tatcher fez, aquelas que não atingem os seus objetivos no mundo real. E delegar às melhores, as atribuições das eliminadas.

 

Todo este trabalho em paralelo levará dois anos para resultar, daí ter que começar neste trimestre.

 

Ofereci ao ministro 4 livros com a lista dos nichos fáceis de exportar e para evitar importações. Podem gerar 147mil empregos no Sul, 162mil nas Beiras e Baixo Tejo, 178mil na Região Centro e 132mil em outras áreas rurais; alguns são alternativos, e assim totalizam uns 490mil, em 24 meses.

 

AMO PORTUGAL! GARANTO: YES, WE CAN,TOGETHER



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Os adeptos peninsulares da Lady Austeridade deviam perceber que a senhora perdeu o seu parceiro em França e  está ameaçada no próprio país. Até o FMI critica as más prácticas de quem pensa que manda na UE e o BCE do Super Mario ajuda pela retranca, embora preconizando a austeridade, mas não enfocando assim tanto os sacricíficios dos cidadãos dos países endividados. Ou seja, círculo está a fechar-se. 

 

Espero que a sociedade civil  abra os olhos e diga a estes teimosos governantes que a solução não é austeridade para os cidadãos, mas para os rendimentos de quem está por cima e devem dar o exemplo que não deram. Eis a música apropriada legendada em português da lusosfera e bem explícito(não havia em versão puramente lusitana e depois?) para que se despertem consciências sobre quem governa o possível decadente motor do Euro pensa sobre os "PIGS"...  A letra diz tudo.

 

 

 

 

 

 

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Práticas da economia real I

Jack Soifer 11 Mai 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A História Repete-se

Em 11/11/04 publiquei um alerta sobre esta crise. No Prós e Contras de 01/03/10 alertei que haveria uma RE-volução na Grécia, já que lá não havia uma E-volução. Pouco depois detalhei que há três tipos de Revolução: a popular, como a Magrebina em 2011; golpe, quase sempre militar; radicais mudanças impostas de fora para dentro, como a troika está a fazer.

Recomendei Portugal sair do Euro. Esta ameaça faria a Merkel ouvir-nos. Em 2011 alertei que ela iria obrigar-nos a segui-la, para não perder as suas eleições regionais.

Não tenho bola de cristal. A história repete-se e leio muito, especialmente os nobeis. Concluí que em Portugal dá-se muita voz aos mesmos protagonistas de sempre que, naturalmente, repetem o que sempre disseram, a exceção de uns poucos que ainda realizam investigação científica ou que já não precisam deste protagonismo.

Aqui posso partilhar troços dos meus recentes livros, que ilustram a diferença entre as teorias e as práticas económicas e porque é que há brutais erros (deliberados?) na atual política económica, fruto do desprezo pelos resultados no mundo real.

Porque é que o Ministro das Finanças Erra

Há uma grande diferença entre o que se diz e ensina de economia e as suas práticas no mundo real. Estas variam de um setor para outro, consoante a maior ou menor concentração de players nele, da regulação mais ou menos eficiente, do nível de atuação das associações de defesa do consumidor naquele setor específico, etc.

O ministro e a maioria dos professores e teóricos e até alguns jornalistas falam de finanças como se fosse de economia. Só ao estudar os nobeis de Economia é que se percebe as diferenças. Por exemplo Gunnar Myrdal e Stiglitz. Se os lessem, veriam que quanto maior o poder de compra nas camadas mais desfavorecidas, maior é o impacto no emprego, pois beneficia a indústria local de têxteis, alimentos, construção, transportes e ainda os serviços. Ilustro com um setor e um nicho dele.

O Pouco Explorado Turismo

No recente Forum IDP Algarve, António Pina observou muito bem no painel  que há nichos já bem estabelecidos e que já não precisam de apoio para aumentar o seu fluxo: sol-praia, golfe e congressos. Disse que há muitos outros nichos que poderiam ser melhor explorados para complementar a oferta. Certíssimo! Até há pouco, após pagar a viagem e parte do hotel, gastos que pouco ajudam o emprego em Portugal, o turista no Algarve deixa uns 33€ por dia, enquanto na Bélgica deixa uns 120€. Lá, no contato com cada elo da cadeia de serviços, o turista recebe estímulo para consumir mais algum outro serviço. Eis um nicho altamente rentável, a explorar:

A Observação de Aves

Há milhares de espécies de aves no nosso planeta e Portugal tem uma grande diversidade. Algumas são observadas por todo o país, outras só em algumas regiões. Algumas só passam por cá quando migram a caminho da África, no outono e de volta no fim do inverno. Umas poucas, em extinção, como o Priolo (Açores) e a Freira (Madeira), só podem ser observados numa única região. Há centenas de milhares de Norte-Europeus com interesse pela observação de aves.

bird-watchers nas associações de artistas, profissionais e professores de botânica, biologia e zoologia, montanhistas, ambientalistas, etc. Os pássaros ajudam a polinizar flores e por isso são ainda de interesse para associações de botânicos e biólogos. Caçadores interpretam o canto de pássaros para se orientarem em relação à caça. Caminhantes vêm no padrão do voo e/ou canto de pássaros possíveis mudanças nos ventos e no tempo.

Estas associações têm um boletim ou um site na Internet e/ou blog. É o caminho de se chegar àqueles que os influenciam, para divulgar os atractivos do seu destino, seu concelho. A melhor forma de se chegar a estes turistas é através de algum ornitólogo no seu ou distrito.

Procure entre os profissionais acima descritos ou na Sociedade Portuguesa de Estudo das Aves (SPEA) e encontrará quem lhe indique sócios influentes na sua região. Convide-os para conhecer o seu trabalho. Se eles gostarem do seu empreendimento, elabore com eles planos para atrair colegas de outros locais e mesmo de outros países. Se eles não conhecem associações no exterior, podem indicar websites. E aí você vai no trilho da Net para encontrar os ninhos deles.

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Desculpas de mau cobrador

Artur de Oliveira 27 Abr 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Numa estratégia desesperada, Sarkozy tenta pôr as culpas da crise aos governos socialistas dos chamados PIGS´s...  O pseudo-Napoleão do século XXI e aliado da Bismarck de saias devia já saber que parte da crise deve-se ao oportunismo dos políticos e não propriamente ás ideologias e que os principais culpados estão aqui e aqui. Os cidadãos da (des)União Europeia estão cada vez mais atentos e vigilantes, felizmente e lutarão por uma Europa melhor. 

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A filosofia por trás da EEC+UE, fala da integração e maior equidade entre os povos dos diferentes países e regiões. O PIB aumentou nos últimos 20 anos; o Euro contribuiu para o sonho europeu? Comparemos regiões, NUTS, 1999 a 2008. Na Bélgica, para onde foram políticos e lobistas com altos salários pagos por nós, contribuintes, a receita aumentou com 27% na capital, mas 43% em Flandres e 39% em Brabant, regiões leiteiras e agrícolas.

 

Na Alemanha as regiões industriais cresceram 18 a 25% e as agrícolas uns 30 a 35%. Em França, Paris a capital da burocracia, cresceu 35%, mas as regiões agrícolas como Provence e Cailais Nord, 39%. Na Suécia a região Norra Mellan, pobre, cresceu 15% mais do que a capital; as que mais cresceram foram Smaland e Ovre Norrland, longe da capital e das indústrias tecnológicas, com microempresas a beneficiar matérias-primas agrícolas, florestais, etc, locais! Assim, a Sué-cia, Alemanha e Bélgica têm as menos taxas de desemprego, pois são estas as empresas que geram trabalho.

 

Alguns países não chegaram ao topo mas cresceram: Noruega 92%, Suécia 31%. No 1º caso devido ao petróleo. A Polónia, ainda pobre, cresceu 132%. Sabemos que quanto mais baixo o nível, mais fácil é crescer; mesmo assim! O mais interessante é comparar as diferentes regiões nos diferentes países e ver se atingiram ou não o objectivo da UE, reduzir as disparidades. Na Bélgica a diferença entre a região mais pobre, Hainaut e a da capital, Bruxelas, aumentou; esta é agora 2,85 vezes mais rica que aquela. Na Alemanha, o cidadão de Brandenburg NO ganha 19,6k e o de Hamburg, 49,1; mais 2,5 vezes.

 

Na França Continental, Languedoc 23,8k contra 47,8 em Île-de-France, o dobro. Então, os que vivem na capital são mais inteligentes? Têm mais recursos naturais? Têm indústrias de ponta? Ou será que lá estão os políticos que depois vão para a UE? E os que decidem sobre os seus próprios bons salários e a austeridade para os outros? Já disse no Prós e Contras: precisamos de um(ou uma) Estadista, que ponha o seu povo acima de qualquer outro interesse.

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A dividocracia grega dá lucro a alguns

Artur de Oliveira 8 Abr 12

É notório que nesta crise, as dividocracias dão sempre lucro aos credores, pois ganham favores especiais em troca de amenização de juros e outras condições. Pergunto-me quem estará a lucrar com a dividocracia portuguesa, para além dos chineses. Entretanto, aqui está uma denúncia corajosa feita pelo Ex-Ministro das Finanças Grego, Evangelos Venizelos que diz sem papas na língua que a Alemanha de Merkel lucra 400 milhões de Euros com a crise helénica

 

 

 

 

 

 

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Iznogoud no Governo

Artur de Oliveira 7 Abr 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Passos Coelho em entrevista á RTP disse que que Portugal poderá não voltar a financiar-se nos mercados já em 2013. Horas depois o Superministro Relvas corrige o seu Primeiro-Ministro, ao dizer que Portugal vai voltar aos mercados em Setembro de 2013. Mas afinal quem manda no Executivo? Será mais uma manobra de Relvas para marcar posição após ter falhado a alteração dos estatutos do PSD no último congresso? Esse senhor que diz que não será mais governante quando Passos Coelho sair do governo, que o acompanha para todo o lado e coisas do género, bem me lembra o vizir Iznogoud que bajulava o Califa pachorrento, mas á primeira oportunidade lá fazia das suas.

 

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