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O Ouriço

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RTP1 lança nova grelha sem concursos no horário nobre. O que significa esta notícia? Que a grelha foi adjudicada sem concurso público? Que serralheiros do mercado aberto foram preteridos na escolha da grelha? Que houve ajuste directo na contratação do fornecedor da grelha? Que houve favorecimento de um fornecedor em particular por não haver concursos? Tudo isto é muito misterioso e carece de investigação mais profunda. Gostaria de saber se todos os trâmites legais foram observados. Pode ser apenas uma grelha pública, mas se foi desenhada e concebida à minha custa, e de tantos outros tele-espectadores, gostaria de saber a verdade. Dormiria mais descansado.

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Sentido de Estado V

Artur de Oliveira 4 Jan 13

 

O Estado moderno não se pode substituir ao sector privado na criação de riqueza e não pode ceder à tentação de intervir em tudo.

 

O Estado social moderno deve dar apoio aos mais desfavorecidos. Quanto menores forem os desperdícios, maior será a proporção da riqueza que chegará a quem precisa.

 

Para isso, não podemos ter uma sociedade toda subsidiada; não podemos ter um sector empresarial subsídio-dependente.

 

Como representante e chefe da Casa Real Portuguesa, é esta a reforma de Estado que preconizo.

 

Um Estado que siga e imponha o direito, um Estado que apoie os mais desfavorecidos, um Estado eficaz, um Estado que fomente o desenvolvimento, um Estado que olhe o futuro, um Estado de e para todos os portugueses

 

Se as monarquias democráticas actuais existem e têm um papel fundamental é porque nelas o exemplo vem de cima.

Importa prestar atenção à clara demonstração das nossas verdadeiras capacidades que é dada pelo sucesso que os portugueses obtêm no estrangeiro !

 

 

Dom Duarte de Bragança

Excerto do discurso do 1º de Dezembro de 2012

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Cristianismo no ano novo

Francisco Cunha Rêgo 2 Jan 13

A União Europeia recusa referir constitucionalmente as suas raizes cristãs. Esta recusa, que se tornou sistemática, vai ditar o seu fim, enquanto não houver novo sistema de valores, tão bom ou melhor. Restam os interesses, os quais, quando se tornam preponderantes, sempre deram cabo da Europa. Interesses há sempre, e valores também. Quando se nega uma das equações, deixa de haver equilíbrio e os excessos aparecem.
Em Portugal, por razões de decoro, na época de Natal deviam falar oficialmente à população apenas os líderes (políticos, religiosos,..) que acreditam no cristianismo (católico, protestante e ortodoxo) e na sua mensagem de Esperança, a única a ter sentido de ser lida nesta época. Todas as outras mensagens não valem uma missa. Como se viu.

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Provavelmente a notícia publicada pelo jornal Público sobre a morte da enfermeira que deu informações sobre a duquesa de Cambridge não é das mais importantes do mundo. Por essa razão o artigo recebido na redacção do diário Português, directamente da agência Reuters, foi quase de certeza entregue a um estagiário. A ordem dada pela chefe deve ter sido qualquer coisa como isto: "pega lá nesta peça e traduz isto para Português". E assim foi. Acontece que o jornalista ou a jornalista responsável pela versão doméstica nem sequer soube ligar os pontos do artigo e torná-lo um "pouco mais relevante" para a matriz histórica e cultural de Portugal. Escreve (traduz) o jornalista que "as autoridades do hospital, citadas pela BBC, consideraram Jacintha Saldanha  - de ascendência indiana, mãe de dois filhos" (...). De ascendência Indiana? É óbvio que o apelido Saldanha é de origem Portuguesa. Talvez o jornalista responsável pela peça nunca tenha ouvido falar no Império Ultramarino Português e os filhos deixados no sub-continente Indiano. Pode ser que assim não seja, mas a enfermeira de nome Jacinta Saldanha parece ter relação com um ou outro Saldanha. Em suma, em jeito de leitor irritado pela falta de brio do alegado jornalista, qualquer que seja a matéria a noticiar, existe sempre a possibilidade de acrescentar mais uma dimensão aos factos apresentados. O "profissional" que "não assina" a versão Portuguesa revela falta de brio ou ignorância em relação à própria história do seu país. 

 

(publicado em primeira mão no blog Caleidoscópio no mesmíssimo formato!)

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4259 freguesias!

John Wolf 6 Dez 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os homens não se medem aos palmos. E os países também não. Contudo, parece-me escandaloso que Portugal tenha vivido com o peso de 4259 freguesias. Já viram bem a dimensão do território nacional? Significa que a cada trezentos metros encontramos um Presidente da Junta e mais uma oportunidade para desviar alcatrão para a estrada batida do primo. Se as contas nacionais estão a ser auditadas e as responsabilidades "alegadamente" apuradas, então somos obrigados a pensar nos dinheiros que foram transferidos a passo de dança para os ranchos folclóricos, para as associações recreativas, para o campo de futebol do clube de iniciados. Sei do que falo - vivi nesse Portugal interior -, e conheço os personagens da terra e do marasmo. Acho muito bem que se desbastem freguesias, e não apenas no seu sentido administrativo e político, mas também na sua própria noção, literal, etimológica se quisermos. A designação "Junta de Freguesia" soa a levantar de armas, a Constituição de Abril, a reinvindicação adiada pelo regime político anterior e  posta em liberdade como um animal selvagem. O poder local também foi desviado dos seus intentos, para se transformar em poder individual, discricionário, sem crédito - sem cartões. Se Portugal deseja avançar, terá de rever alguns conceitos operativos. Fregueses? Em que sentido? Na orientação paroquial do padre da aldeia? No sentido das feiras e mercados quinzenais? Junta? De que modo? Nas assembleias divididas por mesquinhezas partidárias, réplica de piores exemplos vindos de cima a caminho do fundo, da falência. E já sabemos o que nos espera. Discussões ferverosas entre populares e impopulares porque alguém ousou mexer no marco de delimitação - antigos desaguisados de vizinhos, lavradores ou nem por isso. As fronteiras que retratam Portugal são fracturantes sem serem teutónicas. Quatro mil duzentas e cinquenta e nove freguesias. 

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Não é possível viver acima ou abaixo das possibilidades. Vivemos na possibilidade. Operamos dentro do possível. As consequências do "efectivo" é que estão acima ou abaixo da nossa estatura. Se fazemos o que fazemos, é porque é possível. As consequências da possibilidade é que podem ser positivas ou negativas. E é impossível negar essa parte inconveniente. Chamem-lhe ressaca, nível de água, dívida ou o que entenderem.

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"Cá se fazem, cá se pagam"

passou a;

"Cá não se fazem, cá se fazem pagar"

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A privatização dos protestos

John Wolf 14 Nov 12

 

 

 

De acordo com o noticiado pela estação de televisão SIC, manifestantes estrangeiros estariam infiltrados na primeira linha de protesto, junto à Assembleia da República. Esse mesmos agentes de desacato seriam profissionais em tournée pelas principais cidades europeias, a prestar serviços a troco de uma qualquer vantagem reinvindicativa, política. Será que assistimos a uma nova disciplina de mercenários? E sendo uma manifestação pela sua natureza um fenómeno "público", será que este pode ser "privatizado" e apropriado por "accionistas" estrangeiros? Não me parece. E para além do mais, Portugal não precisa de quem lhe ensine a protestar. Não esqueçamos que Portugal é veterano em Revoluções. No entanto, assistimos a uma nítida transformação no modo de reinvindicar. Os brandos costumes estão a ser reformados e a ceder o seu lugar a outra forma de protagonismo. Os resultados da luta de hoje só serão conhecidos quando a poeira assentar. E isso certamente demorará o seu tempo. Enquanto aguentamos, a calçada será resposta. Provavelmente com o mesmo desenho.

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O filme proposto por Marcelo Rebelo de Sousa padece de um grave problema conceptual. Será que a história é bem contada? É isto defender a pátria? Mas o mais irónico do filme...Portugal não avança. Portugal não sai do mesmo lugar. Caminha-se que se farta no video, mas não se ganha distância em relação ao Padrão dos Descobrimentos (e logo o Padrão!!!)...é um detalhe apenas, mas tem de ser analisado. Em suma. As coisas não podem ser feitas às três pancadas. São vários tiros no mesmo pé.

 

 Ich Bin Ein Berliner

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Link para texto publicado no blog Caleidoscópio:  Não há palavra mal dita, se não for mal entendida.

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