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O Ouriço

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O FMI e a contabilidade

Jack Soifer 21 Jun 13

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta crise surgiu também pelo parco controlo da contabilidade de alguns grandes fundos. O Tribunal de Contas às vezes aponta deficiências às contas públicas. O próprio PIB é um engodo, pois custos que deveriam entrar como um mal, entram como bem. Como os de saúde; quanto mais doentes estivermos e mais caros os remédios, melhor o País?!

 

Mas também há empresas com contabilidade deficiente. É difícil um profissional insurgir-se contra quem lhe paga o salário ou avença. É o “faz o que eu quero, porque sou eu quem te paga”. O contabilista tem família e contas para saldar, precisa do trabalho.


Onde está o estatuto dos técnicos oficiais de contas arrojado, com uma imagem de profissionalismo e independência? Só assim poderemos relatar a real posição financeira e o desempenho de uma entidade. Urge criar-se um mecanismo de defesa dos contabilistas, na ordem dos TOC e na administração fiscal, para que estes possam denunciar situações de ilegalidade e risco, sem serem penalizados.

 

Com o Sistema de Normalização Contabilística foi desenvolvido o antigo anexo ao balanço e à demonstração de resultados. Dizem os teóricos que é uma ferramenta importante para os contabilistas, porque podem detalhar a opinião sobre as rubricas do balanço e dos resultados. Mas o anexo só serve para cumprir uma exigência legal. Consta da Informação Empresarial Simplificada, que é apenas informação para o INE e serve para métricas estatísticas. É pena que esta ferramenta não tenha força legal. 

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Troikas e baldroikas

Artur de Oliveira 14 Jun 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A austeridade em Portugal traduziu-se num aumento desmesurado de impostos, segundo a cartilha do FMI, que conduziu à asfixia da classe média em Portugal. O actual executivo obedeceu à Troika como se fosse vassalo de um grande senhor feudal, no entanto,  só agora os governantes estão a tomar coragem para renegociar a dívida e o PR ( que se assumiu como porta-voz não oficial do governo, dizendo o que o executivo não pode dizer) quer o FMI fora da Troika a pretexto das guerras intestinas entre UE e Fundo Monetário Internacional que passam as culpas uns aos outros, sendo sempre os mesmos a pagar:a sociedade civil...

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Troika Wars

Artur de Oliveira 7 Jun 13

Primeiro, Angela Merkel e Wolfgang Schäuble criticaram Durão Barroso por ter sido incompetente por causa dos programas de ajustamento para a Grécia que deram naquilo que sabemos.  Por seu turno, o FMI fez o mea culpa, num relatório não deixando de apontar o dedo á União Europeia. A União Europeia discorda do dito relatório e diz que vai fazer o seu próprio report. Eis o que resultou de uma receita de austeridade de receita única não tendo em conta a realidade de cada país. Agora ninguém se entende e a europa empobrece...

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A estratégia do Mea Culpa

Artur de Oliveira 6 Jun 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A estratégia do mea culpa continua... Tanto o FMI como a Comissão Europeia e Angela Merkel sabem que a austeridade exceliana  falhou e querem evitar mais conflitos sociais e que se mantenham certas pessoas em lugares-chave... Mas claro que vão rolar cabeças. Não é preciso estar na reunião do Clube Bildeberg para saber isso.

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O FMI e a Contabilidade

Jack Soifer 26 Mar 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta crise veio também pelo parco controlo da contabilidade de alguns grandes fundos. O Tribunal de Contas às vezes aponta deficiências às contas públicas. O próprio PIB é um engodo, pois custos que deveriam entrar como um mal, entram como bem. Como os de saúde; quanto mais doentes estivermos e mais caros os remédios, melhor o País?!

 

Mas também há empresas com contabilidade deficiente. É difícil um profissional insurgir-se contra quem lhe paga o salário ou avença. É o “faz o que eu quero, porque sou eu quem te paga”. O contabilista tem família e contas para saldar, precisa do trabalho.

 

Onde está o estatuto dos técnicos oficiais de contas arrojado, com uma imagem de profissionalismo e independência? Só assim poderemos relatar a real posição financeira e o desempenho de uma entidade. Criar um mecanismo de defesa dos contabilistas, na ordem dos TOC e na administração fiscal, para que estes possam denunciar situações de ilegalidade e risco, sem serem penalizados.

 

Com o Sistema de Normalização Contabilística foi desenvolvido o antigo anexo ao balanço e à demonstração de resultados. Dizem os teóricos que é uma ferramenta importante para os contabilistas, porque podem detalhar a opinião sobre as rubricas do balanço e dos resultados. Mas o anexo só serve para cumprir uma exigência legal. Consta da Informação Empresarial Simplificada, que é apenas informação para o INE e serve a métricas estatísticas. É pena que esta ferramenta não tenha força legal.

 

O FMI poderá exigir maior rigor na contabilidade pública, nas empresas públicas, até na banca. Um contabilista habituado ao rigor norte-europeu poderá lucrar aqui ainda em 2013.

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Euroausteridade

Artur de Oliveira 24 Mar 13

Quo vadis, Europa?


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Lucrar com a crise

Jack Soifer 24 Jan 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não precisamos inventar a roda nem engolir o que outros nos impingem.

Há 15 anos a Argentina passou por uma crise pior do que a nossa. Não aceitou as ordens do FMI, declarou moratória, desvalorizou o peso, deixou a banca podre falir, mudou o modelo económico.

 

O governo voltou a governar.

 

No auge da reforma, quando o desemprego tocou os 25%, os concelhos deixaram a sociedade civil usar os locais das fábricas abandonadas, para lá voltar o comércio real, i.e, a troca de produtos, usando a moeda do município.

 

Sem especuladores, a avó vendia lá uma jóia ou móvel que já não precisava e com o Cordobal, a moeda local, comprava alimentos directamente do produtor, como tomates; este pagava então o bidão de diesel da Galp regional.

 

Desde 2008 faz-se o mesmo num concelho do Nordeste do Brasil, articulado com o micro-crédito para os desempregados. A grande distribuição importa alimentos e produtos nocivos e os cartéis mandam mais que os governos. O consumidor ali tem opção.

 

Na Argentina caiu a compra de supérfluos, as transnacionais que não aceitaram o novo modelo deixaram o país e no lugar delas vieram milhares de PMEs nacionais, a vender menos caro. Pois é falso que a maior escala leva ao menor preço - depende do saco azul e das off-shores.

 

A Argentina saiu da recessão em 4 anos; a Dinamarca levou 12 os EUA toda a era Clinton, 8 anos. Em 6 anos ela cresceu 7% a/a e só em 2010 caiu para os 2%. Austrália, Brasil e o Canadá, p.ex, não entraram em crise. Na UE, Polónia e Suécia, também não; nesta o PIB subiu 4,2% e a bolsa 22% em 2010.

 

Como? Nenhum deles tem o Euro! Hoje vendemos dívida para pagar débitos, os Euros não ficam cá, não criam emprego. Na moratória só pagaremos os juros, e o principal já vencido será pago quando o aumento do nosso PIB superar os 2%. Ao sair do Euro, Irlanda, Áustria, Hungria e Grécia nos seguem. Basta ameaçar e os grandes nos ouvirão. E voltaremos a exportar o melhor da nossa boa terra.

 

Que tal voltar a plantar (usar) tomates?

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O Reino da Sociedade Civil IV

Artur de Oliveira 22 Jan 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O mundo ocidental está infectado com o vírus do neoliberalismo, teoria que como é obvio nos trouxe os dissabores e problemas que enfrentamos (não todos mas muitos deles, certamente). E apesar da cegueira conveniente, até a troika reconhece hoje que sem produção, sem que o país cresça, não pode haver prosperidade económica, consumo e receita. Mas é ainda preciso que tal lapalissada fique clara para todos… e a UE parece mais neoliberal que o FMI.

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Um cidadão espanhol, Carlos Mulas-Granados, afirmou que "a crise está a ser aproveitada para fragilizar o Estado e que "a austeridade não funciona"...

Tudo isto pode ser verdade e a atitude é de louvar, só que o senhor em questão foi um dos autores do polémico Relatório do FMI encomendado pelo governo da república portuguesa. Será que a austeridade para além de provocar revolta na sociedade civil, também pode provocar bipolaridade a  quem trabalha no FMI?

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Suponhamos que somos gerentes de um estabelecimento comercial que tem uma dívida de 43800 euros aos vários fornecedores. Descontando as despesas que temos mensalmente com os nossos funcionários, assumamos que o lucro anual ronda os 36500 euros.

Como estamos empenhados em cumprir com os nossos compromissos, de forma a garantir que os nossos fornecedores nos continuem a fornecer, decidimos pagar parte da dívida anexada aos lucros diários, dando uma média de 100 euros de lucro/dia para abater aos 120 euros/dia em dívida. Isto é, a dívida que temos com os nossos fornecedores é cerca de 120% do lucro que produzimos, isto é, mesmo cumprindo com os fornecedores, ficamos com 7300 euros de dívida a juntar à dívida que vamos pagar durante o próximo ano.

Assumindo que no próximo ano, os nossos lucros se manterão constantes, teremos de abater uma dívida de  51100 euros (43800 deste ano + 7300 euros em dívida do ano transacto) face aos 36500 euros de lucro, teremos de pagar aos nossos fornecedores não 120 euros/dia mas 140 euros/dia. Em termos percentuais, a dívida que temos com os nossos fornecedores passará dos 120% para os 140%-40 euros/dia de dívida acumulada.

Para evitar esta espiral de dívida, uma solução que nós, gerentes, faríamos passaria ou por despedir pelo menos um funcionário, ou por reduzir o salário a todos os funcionários do estabelecimento.

E se agora tentássemos transladar a realidade deste [nosso] estabelecimento comercial para a realidade portuguesa, cuja dívida ronda os 120% da riqueza produzida a.k.a PIB? Funcionaria? 
Pelos vistos não, pois esta tem sido a política a que os nossos credores nos obrigam desde que aterraram na Portela em Maio 2011. 

 

Também publicado em Caleidoscópio.

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