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Blogosfera que Pica
Jack Soifer 24 Jan 13
Não precisamos inventar a roda nem engolir o que outros nos impingem.
Há 15 anos a Argentina passou por uma crise pior do que a nossa. Não aceitou as ordens do FMI, declarou moratória, desvalorizou o peso, deixou a banca podre falir, mudou o modelo económico.
O governo voltou a governar.
No auge da reforma, quando o desemprego tocou os 25%, os concelhos deixaram a sociedade civil usar os locais das fábricas abandonadas, para lá voltar o comércio real, i.e, a troca de produtos, usando a moeda do município.
Sem especuladores, a avó vendia lá uma jóia ou móvel que já não precisava e com o Cordobal, a moeda local, comprava alimentos directamente do produtor, como tomates; este pagava então o bidão de diesel da Galp regional.
Desde 2008 faz-se o mesmo num concelho do Nordeste do Brasil, articulado com o micro-crédito para os desempregados. A grande distribuição importa alimentos e produtos nocivos e os cartéis mandam mais que os governos. O consumidor ali tem opção.
Na Argentina caiu a compra de supérfluos, as transnacionais que não aceitaram o novo modelo deixaram o país e no lugar delas vieram milhares de PMEs nacionais, a vender menos caro. Pois é falso que a maior escala leva ao menor preço - depende do saco azul e das off-shores.
A Argentina saiu da recessão em 4 anos; a Dinamarca levou 12 os EUA toda a era Clinton, 8 anos. Em 6 anos ela cresceu 7% a/a e só em 2010 caiu para os 2%. Austrália, Brasil e o Canadá, p.ex, não entraram em crise. Na UE, Polónia e Suécia, também não; nesta o PIB subiu 4,2% e a bolsa 22% em 2010.
Como? Nenhum deles tem o Euro! Hoje vendemos dívida para pagar débitos, os Euros não ficam cá, não criam emprego. Na moratória só pagaremos os juros, e o principal já vencido será pago quando o aumento do nosso PIB superar os 2%. Ao sair do Euro, Irlanda, Áustria, Hungria e Grécia nos seguem. Basta ameaçar e os grandes nos ouvirão. E voltaremos a exportar o melhor da nossa boa terra.
Que tal voltar a plantar (usar) tomates?
John Wolf 9 Out 12
Na época Clássica de Atenas os cidadãos estavam isentos do pagamento de impostos. Por outras palavras; não contribuíam para o erário público. Os Atenienses consideravam o pagamento de taxas ou impostos uma tirania, e procuravam eximir-se sempre que possível. Então, de onde provinham os meios para financiar a "res pública"? Das cidades conquistadas. Do pagamento oneroso dos súbditos subjugados à força, tornados reféns vitalícios. Curioso como a história se repete. Curiosa como a estória se inverte. Esse comportamento evasivo parece ter migrado para os dias de hoje, o nosso tempo; não tenham dúvidas, os Gregos praticaram sem pudor a evasão fiscal nas últimas décadas o que contribuiu para a sua ruína. E eis a ironia do destino. A Grécia é hoje um território conquistado pela Alemanha que a obriga a pagar a dízima - a outra face da mesma moeda.
Faust Von Goethe 27 Jun 12
Na crónica de Ricardo Araújo Pereira na Revista Visão desta semana, pode ler-se o seguinte:
É infalível: selecção que faça brilharetes nos campeonatos internacionais obtém o respeito do resto do mundo. Repare-se no exemplo da Grécia: venceu o campeonato da Europa em 2004 e, hoje, o seu povo é tido na mais alta consideração. Os gregos mostraram que eram um povo honesto, corajoso e trabalhador, e qualquer pequeno problema que eventualmente possa haver com as finanças do país é desvalorizado quando os responsáveis da União Europeia e do FMI recordam o que Zagorakis e seus pares fizeram, há oito anos, em Portugal.
Os próprios espanhóis, que são campeões da Europa e do Mundo, têm um quarto da população no desemprego, mas esses são desempregados que podem comer um bocadinho do orgulho que foram ganhando naqueles campeonatos, e dar aos filhos a alegria de viver num país cuja selecção de futebol vence bastantes jogos.
Faust Von Goethe 20 Jun 12
Faust Von Goethe 18 Jun 12

"Esta é uma vitória para toda a Europa" disse Samaras, mas falta entretanto o mais difícil: Formar um governo de coligação ou, na pior das hipóteses, de unidade nacional. Será que é desta que os [partidos] gregos se entendem?
Faust Von Goethe 17 Jun 12

O Grécia-Rússia de ontem, no qual resultou a qualificação da selecção grega para os 1/4 de final, teve tanto de épico como de imprevisível.
Embora os prognósticos antes do jogo assim como as estatísticas [da primeira parte] apontassem claramente para uma vitória mais que certa da selecção russa, foi Karagounis-já passou pelo Benfica-que desafiou as leis das probabilidades [formalizadas pelo matemático russo Kolmogorov], quando ao minuto 47, marcou à Rússia aproveitando uma perda de bola por parte de Zhirkov.
A selecção grega irá muito provavelmente defrontar a selecção alemã. E Fernando Santos, no bulício dos actuais acontecimentos políticos na grécia, arrisca-se a ser promovido herói nacional, não por vir a ganhar o europeu [à semelhança de Otto Rehhagel em 2004] mas caso venha a deitar por terra as aspirações germânicas.
E assim se jogará o destino do euro [2012]: nas urnas (dentro de horas), na próxima reunião do eurogrupo (a 21 Junho?) e dentro das linhas (dia 22 Junho). E que ganhe o Fernando Santos, que bem merece!
Faust Von Goethe 16 Jun 12

Tradução da mensagem na figura: "Quanto mais eles roubam a tua vida, mais alimentam o teu nacionalismo e raça."
Faust Von Goethe 15 Jun 12

Faust Von Goethe 8 Jun 12
Hoje serei grego e vou torcer para que o Fernando Santos ganhe à Polónia, em Varsóvia.
Faust Von Goethe 7 Jun 12
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