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Blogosfera que Pica
Jack Soifer 29 Jan 14
Muitos investidores tecnológicos deixam de investir cá por causa da (in)justiça. Quando trabalhei nos EUA aprendi a discernir entre Melhorar, Mudar, Podar e Eliminar. É a diferença entre o que é e o que deveria ser uma instituição, e a sua flexibilidade estrutural, que traz uma destas acções. Melhora-se quando a maioria dos chefes, ao conhecer a ineficácia, medida junto aos clientes finais, neste caso PMEs, profissionais e o grande público, provam querer melhorar, já na apresentação dos resultados. Muda-se quadros, quando só parte deles concorda que ‘está muito mal’. Poda-se, isto é, extingue-se, muda-se a localização e a lei que a criou, ficando só uns 5% dos técnicos, quando a maioria deles não mostra melhores práticas em 30 dias. Elimina-se uma instituição quando a árvore está tão desacreditada que é necessário arrancar o mal pela raíz e deixar outras sementes, que não cresceram devido ao mal uso da terra, crescer, florir e frutificar. Quando o cidadão contribuinte já não acredita na instituição, aumenta a fome e a criminalidade. Pois neste quintal crescem mais piratas do que investidores. Será hora de podar, não só ajustar, a constituição? O ‘direito adquirido’, mesmo que ilegalmente, o código processual e o corporativismo assustam investidores sérios. Na Dinamarca cada nova portaria e lei é avaliada após um ano, por um inquérito ao público e aos advogados que a utilizaram. Usam uma amostra do povo para a redigir em linguagem simples. Usam experientes advogados para garantir um texto com uma só interpretação. Pois aos grandes ‘agentes’ do direito, diferente da Justiça, e aos lóbis, interessa manter tudo como está. Pois é só o povo e o estado (leia-se contribuinte) quem perde.
Jack Soifer 19 Set 13
A medicina em Portugal é business para uns poucos grupos estrangeiros de fármacos e de aditivos alimentares; e ainda de corporações profissionais e especuladores portugueses. Aqui investe-se em caras vacinas quase inócuas, que os médicos franceses se recusaram a prescrever. E em caros hospitais, ao contrário dos países modernos. Fármaco e hospital é para remediar. Mas a função real do Ministério da Saúde deve ser prever e precaver, e não corrigir um mal já ocorrido. Assim, queremos a medicina preventiva, que começa com uma alimentação saudável, aditivos aprovados por médicos sérios, informação massiva e proibição dos que enfraquecem o sistema imunológico da população. Como é feito nos países nórdicos e não só. A medicina alternativa, muito mais barata e com menos riscos, é algo que pouco se difunde. Por exemplo, as aplicações de ozónio para artrites e para fortalecer em geral o sistema imunológico do nosso próprio corpo. Porquê gastar em publicitar genéricos e ao mesmo tempo permitir que os giga-laboratórios dificultem ao ministério registar e permitir vender em Portugal o que já se vende na Europa há meia década? Para cortar nos gastos basta fazer como outros países, obrigar todos os médicos a prescrever genéricos e só com detalhada justificação na receita, autorizar os de marca; ela é depois analisada no ministério. Muitos laboratórios oferecem seminários de seis horas durante uma semana em hotéis de luxo em paraíso turístico aos médicos que mais prescrevam os seus produtos e travem a receita, para impedir o doente de comprar um genérico. Porquê contratar com grupos financeiros e não PME do sector a gestão dos hospitais privados? Inovar é também adoptar bons exemplos!
Jack Soifer 20 Ago 13
Será legal? Milhares de portugueses são ludibriados por publicidade enganosa. Você recebe um mail a dizer que pode ganhar um carro topo de gama gratuitamente. Antes de preencher o formulário, vem uma publicidade que diz que você pode ganhar vouchers para compras gratuitas em grandes redes estrangeiras. Você completa e não se dá conta de que, em letras minúsculas, em cor quase ilegível, lá está que paga 4,08 por semana na conta do seu telemóvel.
Um mês depois, na conta, aparece um código que não consegue identificar, mas, como o valor é baixo, paga. Após vários meses, procura saber a que se deve este débito semanal e não lhe dão a resposta até semanas depois da indagação.
Então a Anacom superou o direito da Misericórdia de promover jogos em Portugal? Sabe Passos Coelho desta esperteza dos seus “experts” nas Agências de controlo? É isto inovação?
Entretanto, ocorrem enchentes previsíveis, cujos efeitos a população e os técnicos poderiam minorar, se avisados atempadamente. Cá, quando a metereologia alerta, pouco se faz. Na Austrália, por exemplo, disparam SMS com instruções para os técnicos da protecção civil. E para a população, que recebe o nome do local seguro para onde deve seguir.
O desastre na Madeira há uns anos, as derrocadas em Albufeira, as enchentes em Esmoriz e Lisboa, poderiam ter surtido menor efeito se se fizesse o devido uso do potencial que os SMS comportam.
No trânsito, são usados, por quem o deseja, para informar de percursos alternativos, quando há acidentes ou outras dificuldades.
Inovar é melhorar, sem truques usar.
Jack Soifer 9 Ago 13
Nas águas territoriais de Portugal há centenas de milhares de milhões de euros em metais raros, como o volfrâmio, o níquel, a prata e até o ouro. Muitos o sabem, mas ninguém fala nisso. As explorações náuticas para apresentar às Nações Unidas a justificação para o aumento da nossa plataforma marítima deixam adivinhar os locais mais indicados para a prospecção.
A aquacultura, riqueza desprezada em Portugal, alimenta meio milhão de famílias em França. De algumas algas extraem-se cada vez mais substâncias para as indústrias farmacêutica, cosmética e química-alimentar. Ostras para pérolas dão grande lucro.
O tidal-kate utiliza as correntes marinhas para produzir energia. Os modernos micro-submarinos com comando a distância, detectam, quantificam e podem separar partículas de metais raros expelidas pelos vulcões ao longo de milhares de milhões de anos. Também os rios, ao passarem pelas minas a céu aberto, trouxeram metais.
Falta apenas pôr em prática as recomendações do estudo “Hypercluster do Mar”. Tudo em PME inovadoras, com pouco capital e muita competência. Pode-se começar com um cluster por semestre, como a aquacultura e as ostras. Trata-se de produzir para exportar e equilibrar, desse modo, a balança de pagamentos. A actividade dá muito lucro e, assim, muita receita fiscal. É bom para todos! Quem está a travar isto?
Jack Soifer 2 Ago 13
Portugal está entre os países europeus com maior diversidade em aves. Umas são observadas por todo o país, outras só em algumas regiões. Algumas só passam por cá a caminho de África, no Outono, e de volta, na Primavera. Há milhões de norte-europeus interessados. São fotógrafos, artistas, profissionais e professores de botânica, biologia e zoologia, caçadores, ambientalistas, montanhistas, etc.
As aves ajudam a polinizar flores e, por isso, são também o foco de botânicos e biólogos. Caçadores interpretam o canto de pássaros para procurarem a caça. Montanhistas experientes vêem no padrão do voo ou canto possíveis mudanças no tempo.
Eles estão em associações e têm um site na Internet. É a via de se chegar àqueles que os influenciam, para divulgar os atractivos do seu destino, do seu concelho.
Há, na Sociedade Portuguesa de Estudo das Aves (SPEA), quem lhe indique sócios influentes na sua região. Convide-os para conhecer o seu sítio. Se eles gostarem, elabore planos para atrair colegas de outros países. Se eles não conhecem associações no exterior, poderão indicar websites.
A maioria das aves desperta a nossa atenção ao amanhecer e ao final da tarde. É quando procuram alimento, cantam e voam. Você precisará de muitas semanas para procurar onde os pássaros estão e em que horários. São vistos perto de água, em regiões húmidas ou muito floridas, onde há alimento. Durante a nidificação, são mais atraentes, mas mais sensíveis.
É na Primavera que as aves cantam mais e mostram a mais linda plumagem. O macho mostra a dança mais ousada, o trinar mais harmónico, para atrair a fêmea. É isso que o birdwatcher quer ver, ouvir, fotografar, filmar, e se encantar. Não é ver aves paradas no galho.
Jack Soifer 5 Jul 13
As inovações que mais mudaram a nossa vida na última década, como a impressora a jacto de tinta, o ecrã de plasma e o identificador de quem telefona, são todas oriundas das PME.
Vários estudos mostram que muita da inovação vem de inventores isolados ou de micro-empresas. A grande empresa, em geral, melhora a parte da produção para reduzir custos. A novidade que o telemóvel diz ser é uma inovação que pouco beneficia o seu utente. Além de um grupo de jovens, quem usa, não só instala, joguinhos, por exemplo?
Inovar não é só informatizar. Materiais como o tecido goretex, colas em vez de rebites, são exemplos do que fez a indústria de outros países. Na globalização, só sairemos da crise ao exportar, com real competitividade, em vez de truques publicitários.
Em total oposição ao ideal da União Europeia, as PME estão a fechar mais do que a abrir; as que ficam mal sobrevivem. Assim, caiu o investimento para melhorar para o utente. As PME trocaram o seu foco técnico pelo da tesouraria e tornam–se, assim, menos produtivas. A grande empresa às vezes faz o que não é a sua especialidade. Há menor integração entre a PME criativa e a grande empresa com o mercado. Até multinacionais europeias perdem competitividade perante as asiáticas e norte-americanas. Mantêm a posição dominante graças à cartéis que os governos não impedem.
Só há inovação e competitividade onde há realmente livre concorrência.
Jack Soifer 28 Jun 13
Faz-me impressão como se mente por cá. As eólicas, por exemplo, que dizem ser uma inovação, já existem desde o tempo dos faraós a bombear água no Egipto. A Dinamarca usa-as para gerar luz há 40 anos.
As carrinhas eléctricas distribuem leite em Londres desde 1950. A GM vendeu um milhar de carros eléctricos há 30 anos, mas não trocava peças, pois o motor eléctrico não avaria, o escape podre não existe e é aí que ela tem o seu grande lucro. PME nórdicas fizeram milhares desses carros há 20 anos, mas as grandes travaram-nas. Na década de 40, a Suécia usou restos florestais para biogás em carros. Rudolf Diesel usou biodiesel em 1898; enquanto foi vivo, impediu o óleo mineral nos seus motores. O biogás, que aproveita dejectos e esgotos, é usado na Holanda há 30 anos para aquecer as quintas e há mais de 20 anos para gerar energia.
Em Israel, existe arrefecimento solar e até congelamento de peixe há 30 anos; e a fotovoltáica para iluminação há 40 anos. Na Califórnia, usa–se a energia geotérmica há 40 anos para aquecer e gerar electricidade.
Quando comecei a usar o skype, há 7 anos, havia 34 mil utentes paralelos. Hoje há mais de 17 milhões. O invento já existia há anos, mas as grandes telecoms impediam-no de chegar ao mercado. Hoje, impedem-nos de usar o que há de mais moderno e impingem-nos só aquilo que lhes dá mais lucro. É um cartel defendido pelos governos da UE.
Em vez do Light-Alfa de alta velocidade enfiam-nos goela abaixo o ultrapassado TGV, que a própria França cancelou. Em vez do tram-train suburbano, num túnel por baixo do centro e dos rios, enfiam-nos a ultrapassada terceira ponte. Em vez das novas estradas com três faixas metem-nos auto-estradas que só se justificam na Alemanha e França, com 60 milhões de habitantes e 15 vezes a nossa superfície. Desde quando mentir é inovação?
Jack Soifer 23 Jan 13
Falta-nos uma matriz energética para o futuro.
Desperdiçamos energia e abusamos do crude mas há motores mais eficientes. Deve-se melhorar o transporte público electrificado e impedir carros privados na city das metrópoles.
Existem carrinhas eléctricas há 50 anos, etanol para carros há 35, carros eléctrico há 25,motoretas eléctricas há 30, biodiesel para camiões há 20, autocarros a biogás no tráfego urbano há 20.
Há lâmpadas LED que consomem 5% da normal há 10 anos, painéis solares há 30, fotovoltaicos há 5. O crude é para plásticos, petroquímicos eaplicações onde estas alternativas ainda não existam.
Pontes só devem ser construidas em serras, agora faz-se túnel imerso.
A tecnologia do TGV tem 150 anos, é só força bruta. A tecnologia do alfa pendular, com carruagem em aço resistente e compósitos é a actual. A do carro tem 100 anos.
Jack Soifer 21 Jan 13
Nos seminários da CCDR em Faro que assisti, ficou claro que se fala muito e pouco se faz de inovação. Uma das razões é a limitada divulgação das boas práticas no exterior com resultados para os agentes económicos do trade. A outra é a estrutura arcaica de uma empresa pública central que gasta muito em acções inúteis. E regiões de turismo onde dominam os construtores e os políticos e não os mais importantes do turismo, as PME que garantem o bom atendimento e inovam.
Fala-se de informática em inovação, mas esta apenas a facilita. É vital conhecer o sonho implícito de um turista quando ele procura informação ou faz uma reserva. Isto implica interactividade onde se mede os nanosegundos em que ele permanece em cada slide do portal, quais as preferências de cada clique, e muito mais. Cada slide é feito no mais moderno neuromarketing para, consoante os primeiros cliques, levar-nos a conhecer as preferências de cor, imagem, movimento, palavra, ritmo, linguagem, tonalidade sonora, e muito mais.
O marketing individualizado, para optimizar a recepção do turista e surpreendê-lo, só pode ser feito por uma equipa multidisciplinar, não basta um webdesigner e um marketeiro. Ritmo, retenção, emoção, tudo deve levar o interessado a informar-nos sobre o seu íntimo e só depois confirmar a reserva e pagar. Pois o que o turista deseja é ser tratado pelo seu nome, realizar um sonho, ter as suas expectativas superadas. Temos que oferecer o que ele quer e não impor o que pensamos que ele quer.
Este mix de ciência e arte em turismo não está nos burocratas que falam de inovação e têm euros, nem nos boys metidos no turismo. É para quem já foi guia, vendeu vinho no restaurante gourmet, ajudou uma idosa com a mala e um jovem gay a voltar ao hotel. Numa estrutura big enough to cope, small enough to care.
Jack Soifer 16 Jan 13
O desemprego em Portugal chegará aos 950 mil em 2013; oxalá eu esteja errado. Como antes escrevi, a receita da troika é para crise financeira, a nossa é estrutural; vai matar, não curar o doente.Entretanto muitos países têm falta de técnicos, como a Suécia, Suíça, Canadá, Chile, Argentina, Austrália, que crescem 4 a 8%; nós perderemos 4%.
Você já trabalhou em departamentos de recursos humanos e no exterior, em qualquer país. Você fala bem pelo menos duas dessas quatro línguas e conduzirá a entrevista na língua do país para onde recruta. Sabe que lá o importante não são diplomas nem falar bem, mas mostrar resultados.
As características principais são tenacidade, facilidade em perceber outras culturas, empatia, colaboração, comunicação, iniciativa e competência profissional. Há testes psicológicos para avaliar este perfil, mas o importante é o seu próprio bom-senso.
É vital entrevistar também os ex-chefes e colegas do candidato, após as duas primeiras sessões de teste e entrevista. E, se possível, até a rede de contactos dele no linkedin, facebook, etc.
As especialidades mais actuais são engenharias electrónica e de materiais, electrobioengenharia, agrotecnologia, microfibras têxteis, engenharia ambiental, marinobiologia, patentes internacionais, implantes dentários, cirurgia plástica.
O seu investimento é tempo, pois pode trabalhar de casa, falar pelo skype e entrevistar na sala. Há três modos de cobrar: só do candidato, só da empresa, ou um misto. Nesta altura, evite a primeira.
Para obter clientes veja as indústrias que recrutam nas newsletters e revistas ou jornais especializados destes países. Visite-os. Para começar faça um contrato onde a empresa só lhe paga após o quarto mês com o recrutado, o que comprova o seu bom trabalho.
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